9 de junho de 2014

Curta | Nike Futebol - O Último Jogo | Comerciais

Um dos melhores curtas de animação, para marcas, já feitos: essa é a definição do novo filme da Nike. Num vídeo feito pela Passion Pictures, com criação da Wieden + Kennedy, a marca reforça a campanha ARRISQUE TUDO e dá um banho de produção em praticamente todos os vídeos sobre futebol feitos nesse ano de Copa do Mundo (e olha quem tem surgido diversos bons por aí). Ainda não viu a animação? Então não perde mais tempo e dê o play aí:

5 de junho de 2014

Ação | Coca-Cola - 2nd Lives | Outros

Como não amar a Coca-Cola? O vídeo de hoje é mais uma ideia simples e genial. Para incentivar a reciclagem no Vietna, a Ogilvy & Mather China criou 16 tipos diferentes de tampas junto a Coca-Cola, que faz a garrafa vazia ter uma nova vida. Tem tampinha para todos os tamanhos e utilidades. Vejam como é incrível:

16 de março de 2014

Crítica - House of Cards (2ª temporada) | Seriado

Acabei de ver a 2ª temporada de House of Cards, e estou ainda mais impressionado com a qualidade da série.

Trailer - 2ª temporada

Crítica (Março/2014): Acabei de ver a 2ª temporada e estou ainda mais impressionado com a qualidade da série. Achei ainda melhor que a 1ª temporada, e os meus destaques são: (1) as atuações. Não vejo nenhum ator destoando do restante do elenco, estão todos muito bem na trama. (2) O roteiro está ainda melhor. Ainda com diálogos longos e complexos, mas ao mesmo tempo interessantes e úteis para a trama. (3) Os diálogos impagáveis de Frank Underwood com a "câmera". Quebrando a chamada quarta parede e nos aproximando do personagem principal, a ponto de nos tornarmos cúmplices de seus atos. E por fim (4) a impressionante facilidade com que fazem planos simétricos. Desde a primeira temporada isso chama muita atenção, tamanho zelo no alinhamento de cada detalhe. Lendo mais a respeito, descobri que isso é dedo do diretor David Fincher, que proibiu steadicam, lentes zoom e câmera na mão na série. Para ele, tudo deveria ser muito composto para comunicar um senso de poder e espaço. Um bom exemplo são as últimas cenas, do último episódio. Isso é incrível e me faz lembrar muito o mestre Kubrick, que sempre utilizou esses planos simétricos e cheios de profundidade em seus filmes.

11 de março de 2014

Crítica - House of Cards (1ª temporada) | Seriado

Sinopse:
Astuto e inescrupuloso, o congressista Francis Underwood (Kevin Spacey) e sua esposa Claire (Robin Wright) são implacáveis na busca pelo poder. Esta instigante série política entra no mundo de ganância, corrupção e sexo de Washington.

Trailer - 1ª temporada

Crítica (Março/2014): House of Cards é uma série que já chama a atenção na vinheta. Composta por belos time lapses da cidade de Washington (algo de tirar o fôlego), o espectador já sente de cara a grandiosidade e o esmero que a Netflix teve ao produzir a série. 

Nessa primeira temporada, destaco: (1) nomes de peso, como Kevin Spacey, David Fincher e Robin Wright, numa produção feita exclusivamente para web. (2) A adaptação do roteiro; muito bem escrito. A série traz diálogos longos e complexos, mas ao mesmo tempo interessantes e úteis para a trama, o que não os torna chatos e sim, nos prende ainda mais na tela. (3) Os diálogos de Frank Underwood com a "câmera", quebrando a chamada quarta parede e nos aproximando do personagem principal, a ponto de nos tornarmos cúmplices de seus atos.  (4) E as excelentes atuações, não só dos personagens principais como Kevin Spacey e Robin Wright (que dispensam comentários), mas também de atores como Corey Stoll (Peter Russo) e Michael Kelly (Doug Stamper) que engrandecem ainda mais a produção.

Destaco ainda, (5) o 11º episódio dessa temporada. É nele, que o queixo cai e o espectador tem a dimensão dos limites de Frank em busca de seus objetivos. Tudo que destaquei acima, está super evidente nesse episódio.

Eu, publicitário que sou, não pude deixar de notar também o excelente uso de Product Placements na série (APRENDE GLOBO!). Para quem não sabe o que é, são inserções de marcas (como em um Merchandising), porém sem a necessidade de se falar do produto. Algo mais suave ao olho e ao ouvido do espectador, já que o produto está inserido de forma mais natural no enredo, compondo a cena. Destaco o uso dos produtos da (1) Apple: mais pela quantidade de aparecimentos, do que pela qualidade com que aparecem; diferente dos sapatos (2) Louboutin, que engrandecem o poder e a elegância da personagem Claire; assim como a (3) Ray-ban, que também ajuda a traçar a personalidade da personagem.

Enfim, House of Cards é uma trama política super bem escrita, bem interpretada e bem produzida: é mais um ponto da Netflix, em meio a diversas produções ruins que surgem todos os dias. Recomendo muito!

31 de dezembro de 2013

YouTube - Youtube Rewind: What Does 2013 Say? | Webvideos

2013 chegou ao fim e como todo bom ano, deixou marcas, que são representadas nas retrospectivas. Depois de 2012, uma das mais esperadas retrospectivas (pelo menos para mim) é a do Youtube, e ele não me decepcionou. Com uma nova mega produção, o site trouxe um mashup das personalidades e referências que marcaram o ano, num roteiro para lá de foda! O Brasil foi (novamente) bem representado pelo Mystery Guitar Man, uma das estrelas queridinhas do Youtube, mas quem roubou a cena (principalmente na imprensa brasileira) foi a galera do Porta dos Fundos, que mesmo aparecendo poucos segundos foi super comentada por todos. Fico super feliz com o prestígio que o Brasil está ganhando na web, e para 2014, aposto que esse número crescerá ainda mais. Deem o play, testem seus conhecimentos e tentem adivinhar todas as referências (e personagens) do vídeo:

Dirigido por Kai Hasson, com produção da Sweatpants Media

Gostou do vídeo? Confira também o Making of:

30 de dezembro de 2013

Crítica - Sherlock | Seriado

Sinopse:
Sherlock é uma série de televisão britânica baseada nos livros de Sir Arthur Conan Doyle que mostra a história do detetive Sherlock Holmes. A série foi criada por Steven Moffat e Mark Gatiss e é protagonizada por Benedict Cumberbatch como Sherlock Holmes e Martin Freeman como o Dr. John Watson.

Trailer - 1ª temporada

Trailer - 2ª temporada


Crítica (Dezembro/2013)Diferente de todas as adaptações já feitas, a série traz os contos de Sherlock Holmes para o século XXI, e sem perder sua essência, consegue traduzir como seria a vida do detetive nos dias atuais.

Já assisti as duas temporadas lançadas e os meus destaques vão para (1) a estrutura proposta pela série: São 3 episódios, de 90 minutos, por temporada. E cada episódio conta um conto diferente da obra original. (2) A linguagem da série. Pela primeira vez, o público é levado para dentro da cabeça de Sherlock, e passa a decifrar os enigmas junto com ele e não após tudo ser concluído. A edição (3) é fundamental para sustentar essa nova linguagem, pois é através dela que vemos, em cortes e letterings, o que Sherlock está deduzindo em suas observações. Além de trazer transições de cenas de deixar qualquer editor com inveja. (4) As atuações são outro destaque e ajudam muito no sucesso dessa trama. Através delas (e da direção), a série soube transitar facilmente entre o humor, o drama e o suspense - uma forma muito utilizada ultimamente, mas que caiu como uma luva na série. E por fim, (5) a fotografia da série é magnífica. Traz detalhes importantes para as cenas, sem deixar a beleza do cenário (Londres) de fora.

Ainda não li a história original para comparar, mas pelos comentários e críticas sobre a série, é notável que ela agradou a todos. Todos elogiam a adaptação, que mesmo alterando alguns fatos da história original, parece ser a mais fiél e interessante já feita até hoje. Por essas e outras: Recomendo a todos!

20 de dezembro de 2013

Crítica - Irreversível (Irréversible) | Filme

Sinopse:
Marcus (Vincent Cassel) e Alex (Monica Bellucci) é um casal bem feliz, na cama e fora dela. Mas uma noite vai mudar tudo isso. Depois de uma festa, Alex é brutalmente estuprada e espancada por um sujeito. A partir daí, Marcus e seu melhor amigo, Pierre (Albert Dupontel) - que é ex-namorado de Alex -, começarão a procurar o estuprador, para fazer justiça com as próprias mãos.

Direção de Gaspar Noe. 


Crítica (Dezembro/2013): Irreversível não é o tipo de filme para encontrar numa zapeada. Se você está vendo é porque leu algo sobre ele ou lhe foi indicado. E se você chegou até ele, não irá parar em seu último frame; você pelo menos tentará entender o porquê dele ser assim.

Pelo menos essa foi minha experiência: Ouvi falar, procurei, assisti, li muito sobre ele e agora escrevo minhas conclusões. Irreversível é um filme um tanto quanto perturbador, da montagem, passando pelo conteúdo até chegar nas atuações e takes.

Destaco (1) as diversas cenas contínuas (sem cortes), que monta espécies de mini blocos durante a narrativa; (2) a direção e edição, que traz uma linguagem "nervosa" as cenas, ligando-as através de uma câmera solta. E por último (3) a trilha e os efeitos sonoros: que seguem uma linha tão marcada, que chega a oprimir o espectador nas cenas mais tensas, chegando a ser irritante, intrigante e alucinante (realmente cansa o cérebro).

Pesquisando melhor sobre o som, descobri que: Os 30 minutos iniciais foram montados (de forma proposital, pelo diretor) em frequência baixa de 28 Hz, o que pode causar náuseas e tonturas quando expostos por um certo período de tempo, de forma constante (é mole?).

Enfim, assistir IRREVERSÍVEL é algo que realmente não tem volta; é trabalho para quem tem estômago forte, pois é polêmico (chegou a ser considerado "repulsivo e doentio", em Cannes), mas ao mesmo tempo é um filme indicado para quem curte a sétima arte, já que é no mínimo interessante e leva as pessoas a verem formas alternativas de se fazer cinema.
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