16 de março de 2014

Crítica - House of Cards (2ª temporada) | Seriado

Acabei de ver a 2ª temporada de House of Cards, e estou ainda mais impressionado com a qualidade da série.

Trailer - 2ª temporada

Crítica (Março/2014): Acabei de ver a 2ª temporada e estou ainda mais impressionado com a qualidade da série. Achei ainda melhor que a 1ª temporada, e os meus destaques são: (1) as atuações. Não vejo nenhum ator destoando do restante do elenco, estão todos muito bem na trama. (2) O roteiro está ainda melhor. Ainda com diálogos longos e complexos, mas ao mesmo tempo interessantes e úteis para a trama. (3) Os diálogos impagáveis de Frank Underwood com a "câmera". Quebrando a chamada quarta parede e nos aproximando do personagem principal, a ponto de nos tornarmos cúmplices de seus atos. E por fim (4) a impressionante facilidade com que fazem planos simétricos. Desde a primeira temporada isso chama muita atenção, tamanho zelo no alinhamento de cada detalhe. Lendo mais a respeito, descobri que isso é dedo do diretor David Fincher, que proibiu steadicam, lentes zoom e câmera na mão na série. Para ele, tudo deveria ser muito composto para comunicar um senso de poder e espaço. Um bom exemplo são as últimas cenas, do último episódio. Isso é incrível e me faz lembrar muito o mestre Kubrick, que sempre utilizou esses planos simétricos e cheios de profundidade em seus filmes.

11 de março de 2014

Crítica - House of Cards (1ª temporada) | Seriado

Sinopse:
Astuto e inescrupuloso, o congressista Francis Underwood (Kevin Spacey) e sua esposa Claire (Robin Wright) são implacáveis na busca pelo poder. Esta instigante série política entra no mundo de ganância, corrupção e sexo de Washington.

Trailer - 1ª temporada

Crítica (Março/2014): House of Cards é uma série que já chama a atenção na vinheta. Composta por belos time lapses da cidade de Washington (algo de tirar o fôlego), o espectador já sente de cara a grandiosidade e o esmero que a Netflix teve ao produzir a série. 

Nessa primeira temporada, destaco: (1) nomes de peso, como Kevin Spacey, David Fincher e Robin Wright, numa produção feita exclusivamente para web. (2) A adaptação do roteiro; muito bem escrito. A série traz diálogos longos e complexos, mas ao mesmo tempo interessantes e úteis para a trama, o que não os torna chatos e sim, nos prende ainda mais na tela. (3) Os diálogos de Frank Underwood com a "câmera", quebrando a chamada quarta parede e nos aproximando do personagem principal, a ponto de nos tornarmos cúmplices de seus atos.  (4) E as excelentes atuações, não só dos personagens principais como Kevin Spacey e Robin Wright (que dispensam comentários), mas também de atores como Corey Stoll (Peter Russo) e Michael Kelly (Doug Stamper) que engrandecem ainda mais a produção.

Destaco ainda, (5) o 11º episódio dessa temporada. É nele, que o queixo cai e o espectador tem a dimensão dos limites de Frank em busca de seus objetivos. Tudo que destaquei acima, está super evidente nesse episódio.

Eu, publicitário que sou, não pude deixar de notar também o excelente uso de Product Placements na série (APRENDE GLOBO!). Para quem não sabe o que é, são inserções de marcas (como em um Merchandising), porém sem a necessidade de se falar do produto. Algo mais suave ao olho e ao ouvido do espectador, já que o produto está inserido de forma mais natural no enredo, compondo a cena. Destaco o uso dos produtos da (1) Apple: mais pela quantidade de aparecimentos, do que pela qualidade com que aparecem; diferente dos sapatos (2) Louboutin, que engrandecem o poder e a elegância da personagem Claire; assim como a (3) Ray-ban, que também ajuda a traçar a personalidade da personagem.

Enfim, House of Cards é uma trama política super bem escrita, bem interpretada e bem produzida: é mais um ponto da Netflix, em meio a diversas produções ruins que surgem todos os dias. Recomendo muito!

31 de dezembro de 2013

YouTube - Youtube Rewind: What Does 2013 Say? | Webvideos

2013 chegou ao fim e como todo bom ano, deixou marcas, que são representadas nas retrospectivas. Depois de 2012, uma das mais esperadas retrospectivas (pelo menos para mim) é a do Youtube, e ele não me decepcionou. Com uma nova mega produção, o site trouxe um mashup das personalidades e referências que marcaram o ano, num roteiro para lá de foda! O Brasil foi (novamente) bem representado pelo Mystery Guitar Man, uma das estrelas queridinhas do Youtube, mas quem roubou a cena (principalmente na imprensa brasileira) foi a galera do Porta dos Fundos, que mesmo aparecendo poucos segundos foi super comentada por todos. Fico super feliz com o prestígio que o Brasil está ganhando na web, e para 2014, aposto que esse número crescerá ainda mais. Deem o play, testem seus conhecimentos e tentem adivinhar todas as referências (e personagens) do vídeo:

Dirigido por Kai Hasson, com produção da Sweatpants Media

Gostou do vídeo? Confira também o Making of:

30 de dezembro de 2013

Crítica - Sherlock | Seriado

Sinopse:
Sherlock é uma série de televisão britânica baseada nos livros de Sir Arthur Conan Doyle que mostra a história do detetive Sherlock Holmes. A série foi criada por Steven Moffat e Mark Gatiss e é protagonizada por Benedict Cumberbatch como Sherlock Holmes e Martin Freeman como o Dr. John Watson.

Trailer - 1ª temporada

Trailer - 2ª temporada


Crítica (Dezembro/2013)Diferente de todas as adaptações já feitas, a série traz os contos de Sherlock Holmes para o século XXI, e sem perder sua essência, consegue traduzir como seria a vida do detetive nos dias atuais.

Já assisti as duas temporadas lançadas e os meus destaques vão para (1) a estrutura proposta pela série: São 3 episódios, de 90 minutos, por temporada. E cada episódio conta um conto diferente da obra original. (2) A linguagem da série. Pela primeira vez, o público é levado para dentro da cabeça de Sherlock, e passa a decifrar os enigmas junto com ele e não após tudo ser concluído. A edição (3) é fundamental para sustentar essa nova linguagem, pois é através dela que vemos, em cortes e letterings, o que Sherlock está deduzindo em suas observações. Além de trazer transições de cenas de deixar qualquer editor com inveja. (4) As atuações são outro destaque e ajudam muito no sucesso dessa trama. Através delas (e da direção), a série soube transitar facilmente entre o humor, o drama e o suspense - uma forma muito utilizada ultimamente, mas que caiu como uma luva na série. E por fim, (5) a fotografia da série é magnífica. Traz detalhes importantes para as cenas, sem deixar a beleza do cenário (Londres) de fora.

Ainda não li a história original para comparar, mas pelos comentários e críticas sobre a série, é notável que ela agradou a todos. Todos elogiam a adaptação, que mesmo alterando alguns fatos da história original, parece ser a mais fiél e interessante já feita até hoje. Por essas e outras: Recomendo a todos!

20 de dezembro de 2013

Crítica - Irreversível (Irréversible) | Filme

Sinopse:
Marcus (Vincent Cassel) e Alex (Monica Bellucci) é um casal bem feliz, na cama e fora dela. Mas uma noite vai mudar tudo isso. Depois de uma festa, Alex é brutalmente estuprada e espancada por um sujeito. A partir daí, Marcus e seu melhor amigo, Pierre (Albert Dupontel) - que é ex-namorado de Alex -, começarão a procurar o estuprador, para fazer justiça com as próprias mãos.

Direção de Gaspar Noe. 


Crítica (Dezembro/2013): Irreversível não é o tipo de filme para encontrar numa zapeada. Se você está vendo é porque leu algo sobre ele ou lhe foi indicado. E se você chegou até ele, não irá parar em seu último frame; você pelo menos tentará entender o porquê dele ser assim.

Pelo menos essa foi minha experiência: Ouvi falar, procurei, assisti, li muito sobre ele e agora escrevo minhas conclusões. Irreversível é um filme um tanto quanto perturbador, da montagem, passando pelo conteúdo até chegar nas atuações e takes.

Destaco (1) as diversas cenas contínuas (sem cortes), que monta espécies de mini blocos durante a narrativa; (2) a direção e edição, que traz uma linguagem "nervosa" as cenas, ligando-as através de uma câmera solta. E por último (3) a trilha e os efeitos sonoros: que seguem uma linha tão marcada, que chega a oprimir o espectador nas cenas mais tensas, chegando a ser irritante, intrigante e alucinante (realmente cansa o cérebro).

Pesquisando melhor sobre o som, descobri que: Os 30 minutos iniciais foram montados (de forma proposital, pelo diretor) em frequência baixa de 28 Hz, o que pode causar náuseas e tonturas quando expostos por um certo período de tempo, de forma constante (é mole?).

Enfim, assistir IRREVERSÍVEL é algo que realmente não tem volta; é trabalho para quem tem estômago forte, pois é polêmico (chegou a ser considerado "repulsivo e doentio", em Cannes), mas ao mesmo tempo é um filme indicado para quem curte a sétima arte, já que é no mínimo interessante e leva as pessoas a verem formas alternativas de se fazer cinema.

14 de dezembro de 2013

Crítica - Orange is the New Black | Seriado

Sinopse:
Orange Is the New Black gira em torno da história de Piper Chapman (Taylor Schilling), uma mulher que ficou noiva, mas é presa 10 anos após ter se relacionado com uma traficante, Alex Vause (Laura Prepon). Condenada a cumprir uma pena de quinze meses, Chapman troca sua vida confortável em Nova York pela penitenciária, tendo que sobreviver às dificuldades dessa nova vida.


Uma produção original da Netflix.

Crítica (Dezembro/2013): ORANGE IS THE NEW BLACK é uma série que, em meio as produções da Netflix como House of Cards (que possui um elenco de peso) e a já renomada Arrested Development, conseguiu ganhar destaque e terminar 2013 como uma das melhores produções do ano.

Com uma fórmula que mistura drama e comédia (na dose certa), a série trata de forma equilibrada os delicados assuntos que envolvem uma prisão, sem cair no estereótipo e/ou ficar tedioso.

Meu destaque da série vai para a montagem, com seus flashbacks; é algo incrível que há tempos não vejo. Eles traçam a história de algumas personagens até o momento presente, de forma tão simples e objetiva que não distrai o público da história principal, e ainda chamam a atenção toda vez que é feito, de tão perfeito.

A série chegou ao fim da 1ª temporada, após 13 episódios, e promete voltar com força total em 2014, já que está sendo indicada a diversos prêmios nesse fim de ano. Enquanto isso, recomendo a todos que assistam essa primeira temporada.

5 de dezembro de 2013

Aeromusica - The Overweight Title Fight | Comerciais

Caralho! Há tempos não via algo tão bom assim.

Para completar seus 20 anos, a Aeromúsica (produtora de áudio fodástica de BH) chamou a dupla de ouro da publicidade mineira: Filadélfia e Brókolis. Com essa trinca formada, não tinha como sair algo ruim, né? Parem de perder tempo lendo meu texto e deem o play logo.

Criação de Flávio Chubes e Dan Zecchinelli (Filadélfia), com direção de Paulo Emilio (Brókolis) e áudio da Aeromúsica (é claro!)

Parabéns Titi, parabéns André, parabéns Aeromúsica!
20 anos completados em grande estilo.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...